sábado, 29 de outubro de 2011
João, Rita... e o Mar
Se em 2006 um qualquer comité gastronómico tivesse atribuído um prémio de restaurante revelação, o Vin Rouge teria sido certamente um sério candidato. Na altura vários foram os entusiastas que demonstraram o seu contentamento - em jornais, blogues e fóruns - por este pequeno restaurante meio perdido em Amoreira, algures no Estoril. Não é que a comida fosse o superlativo dos superlativos ou particularmente original, mas porque os proprietários reuniam um conjunto de características que lhes trouxe reconhecimento e proveito. De facto o profissionalismo e a simpatia de Rita Caldas, na sala, as propostas contemporâneas de base portuguesa (e de escola francesa) de João Antunes, na cozinha, uma carta de vinhos curta mas interessante e uma conta justa no final, eram argumentos de sobra para uma refeição a preceito – até se perdoava a localização e o espaço que poderia ter sido um stand de automóveis.
Em 2010, depois de alguma insistência, aceitaram o convite do hoteleiro Simões de Almeida e transferiram-se para o lugar onde funcionara o 100 Maneiras, na estalagem Villa Albatroz, em plena baía de Cascais.
O percurso não tem sido fácil. A conjuntura económica está como se sabe e Cascais é, por vezes, uma terra madrasta - segundo alguns locais, um morador da região mais facilmente se desloca a Lisboa ou ao Guincho para jantar do que a Cascais. Acresce ainda que apesar do espaço ser de dimensão semelhante ao anterior a distribuição por várias salas obrigou a um aumento da equipa.
Contudo Rita Caldas e João Antunes - dois profissionais com passagens por restaurantes como o Valle Flor (ela), Ritz, Fortaleza do Guincho e 100 Maneiras (ele) - vão contando com a presença dos seus clientes de sempre e também de muitos estrangeiros, sobretudo, turistas em época alta.
De resto pouco parece ter mudado. A carta de comidas continua a ser pequena mas interessante, a de vinhos idem, os preços pouco ou nada se alteraram e até alguns dos adereços mais sóbrios foram transpostos da anterior morada.
A carta de comidas, como referi, é pequena mas interessante (5 entradas, 3 pratos de peixe, 3 pratos de carne, 3 ‘risottos & pastas’ e cinco sobremesas) pelo que a opção pelo menu de quatro pratos ao critério do Chef (39,90€) é uma hipótese a considerar.
Em matéria de vinhos o Vin Rouge continua bem. Tal como referi no inicio, a carta é relativamente pequena (6 champanhes/espumantes, 25 brancos, 33 tintos, e 13 vinhos de sobremesa, entre colheitas tardias e fortificados) mas com vários pontos de interesse e referências menos óbvios. A lista está dividida de forma clássica (por regiões) e em cada vinho, vem referido o nome do produtor, as castas e notas de prova. A temperatura de serviço foi correta e a politica de preços sensata. Não só há várias soluções a abaixo dos 20€ como há casos em que a margem não é elevada, como no caso do belíssimo Soalheiro Primeiras Vinhas 2010 que bebemos (24€).
Por ultimo o serviço correu de forma fluida e profissional. Não só pela parte da anfitriã, como esperava, mas, também, por parte dos empregados que nos atenderam.
O Vin Rouge continua, portanto, a ser uma casa muito recomendável. Esperamos que apesar da conjuntura e de algumas vicissitudes do lugar consigam manter o nível e, se possível, melhorar um ou outro detalhe. A cozinha de João Antunes e a dedicação da equipa merecem-no. E nós também. Do prazer de desfrutar desse momento e da vista.
O Vin Rouge continua, portanto, a ser uma casa muito recomendável. Esperamos que apesar da conjuntura e de algumas vicissitudes do lugar consigam manter o nível e, se possível, melhorar um ou outro detalhe. A cozinha de João Antunes e a dedicação da equipa merecem-no. E nós também. Do prazer de desfrutar desse momento e da vista.
By Miguel Pires
Uma estrela nas mãos de Aimé Barroyer
É um dos mais antigos restaurantes de luxo da Península Ibérica (1861). Pelas suas mesas passaram figuras ilustres das mais diversas áreas, da literatura à politica, do cinema às finanças. Em 150 anos de vida o Tavares viveu momentos de glória e de estabilidade, mas também de declínio e de insucesso, de que são exemplos as sucessivas falências que se deram nos anos 40/50. Infelizmente na sua história recente os períodos conturbados voltaram a repetir-se: desde 2004, o restaurante mudou duas vezes de proprietário e cinco vezes de Chefe de Cozinha.
Mas foi também neste período, sobre o comando do Chef José Avillez, que alcançou o seu maior feito gastronómico ao ser galardoado dois anos consecutivos (2009 e 2010) com estrela michelin. Como é sabido José Avillez sairia em Janeiro deste ano em rotura com a administração. Problemas financeiros, que se traduziram no incumprimento de prazos de pagamentos a fornecedores, como veio a lume na imprensa, terão estado na origem dessa ruptura.
Quando muitas pessoas temiam um novo definhar era anunciada a contratação de Aimé Barroyer para tomar as rédeas da cozinha e dar um novo fôlego ao projecto. O estilo de cozinha e o seu currículo, que incluiu passagens pelas cozinhas de Joel Robuchon e Paul Bocuse, parecem apontar nesse sentido.
Em Portugal, este Chef francês, casado com uma portuguesa, criou e dirigiu o restaurante Valle Flor, do Hotel Pestana Palace (Lisboa), onde ficou conhecido pela obsessão pelas cozinhas e produtos regionais portuguesas, muitos deles de baixa consideração e até pouco conhecidos fora das suas regiões. Barroyer deu-lhes um estatuto e a sofisticação que poucos imaginaram – é preciso ver que se vivia um período de deslumbramento em que se valorizava muito certos produtos estrangeiros, do (hoje banal) magret de pato, ao foie gras, das vieiras ao pombo d’anjou. A sua cozinha no Valle Flor era de facto fascinante. Contudo, apesar de todo o reconhecimento a sua mente criativa e a insistência em conjugar produtos nobres com outros menos considerados, nem sempre resultava de forma brilhante. Por outro lado a cadência com que novos pratos e menus especiais iam sendo apresentados pecavam, por vezes, por falta de afinação o que fazia com que o resultado nem sempre fosse constante. Essa é a principal razão que várias pessoas apontam para o facto de nunca ter ganho uma estrela michelin.
A primeira carta de Barroyer, no Tavares, data do inicio de Março. Apesar dos poucos meses de trabalho o silêncio paira na imprensa e, à data que escrevo estas linhas, pouco mais se conhece do que a apreciação do conhecido critico espanhol Carlos Maribona, do jornal ABC e do blogue Salsa de Chiles. Maribona, um adepto incondicional do Tavares de Avillez, considerou a cozinha de Barroyer tecnicamente impecável, mas demasiado barroca, chegando a apontar algumas conjugações “verdadeiramente preocupantes”, como foi o caso de um salmonete com foie gras.
Aimé Barroyer continua fiel à sua cozinha e à sua aposta nos produtos portugueses. A escolha à carta é reduzida (seis pratos, uma sobremesa e um prato de queijos) privilegiando-se os menus de degustação.
A carta de vinhos inclui vários vinhos de topo, portugueses e estrangeiros, mas pareceu-me desequilibrada dando a sensação de estarem em escoamento de stocks, sobretudo nos brancos onde o desfalque de referencias era acentuado.
Por último o serviço de sala foi positivo: atendimento cordial, coordenado, com os pratos a chegarem-nos no timing certo.
Em resumo tivemos um jantar agradável com um serviço correcto e um menu com pratos criativos e ligações interessantes, num apelo a uma memória colectiva. Um menu seguro, equilibrado e leve (ninguém ficou com fome, nem empanturrado). Contudo, no final, ficou a sensação que faltou qualquer coisa, um certo toque de génio que encontrei, no passado, em certas criações de Aimé Barroyer. No entanto pareceu-me uma cozinha que dignifica o lugar e tem nível suficiente para uma estrela michelin - tenham os inspectores do guia vermelho a sensibilidade e a vontade em compreender certos aspectos locais, algo que nunca foi muito evidente no passado.
By Miguel Pires
Nova pastelaria francesa traz-nos o “veneno do amor” de Paris
Entramos no Poison d' Amour e entramos em Paris. E nesta nova pastelaria e salão de chá, no Príncipe Real lisboeta, todos os olhares desaguam de imediato nos pequenos grandes monumentos franceses que se arrumam artisticamente na vitrina que nos recebe. Macarons, éclairs, tartes e tartelettes, bavaroises, mille-feuilles, geografias doces como Paris-Brest ou mesmo Delícia de Lisboa (uma mousse de limão) e tudo com boa vizinhança: croissants, pains aux raisins (parecido com o caracol português), brioches...
A Poison, com sala de chá íntima, sala de cafetaria ou pátio rodeado de Jardim Botânico, quer mesmo transportar-nos para uma requintada Cidade Luz. E não usa só açúcar, mousses ou chocolates como o "veneno do amor". Há ainda pequenos-almoços, almoços ou brunchs.
"Todo o material veio de França" para ser possível cumprir "todo o processo de fabrico francês", explica, sublinhando que "todos os produtos são feitos aqui, todos os dias, de forma artesanal", só com "produtos de primeira qualidade", sem cedências: seja nas "massas folhadas, que são feitas com manteiga, nada de margarinas", seja no chocolate, "dos melhores do mundo, o Valrhona".
É certo que a vitrina de pastelaria cria de imediato o ambiente mas Paris está em todo lado. Entra-se directamente para o corredor do balcão de pastelaria, que em frente tem a sala de chá, segue-se pelo corredor para uma salinha de cafetaria e chega-se a outra cereja no topo do bolo: uma esplanada completamente rodeada e abençoada pelo Jardim Botânico.
É certo que a vitrina de pastelaria cria de imediato o ambiente mas Paris está em todo lado. Entra-se directamente para o corredor do balcão de pastelaria, que em frente tem a sala de chá, segue-se pelo corredor para uma salinha de cafetaria e chega-se a outra cereja no topo do bolo: uma esplanada completamente rodeada e abençoada pelo Jardim Botânico.
Doçuras
Macarons redondinhos e coloridos, de café, chocolate, baunilha ou framboesa. Éclairs de chocolate, café ou framboesa - e prometidos estão de pistácio ou até violeta. Tartes de chocolate com Ganashe a 75% de cacau, muitas tartes de frutas ou de amêndoa, ou um Brooklyn em camada de três chocolates que é posto em cima de um biscoito caramelizado de avelã. Bavaroises de frutos silvestres e de manga ou tartes de limão-merengue e mil-folhas "verdadeiros" (atenção ao de morango), baba au rum ("briochezinha fininha imprimida de rum com chantili caseiro") e croissants e brioches. Paris Brest, "uma massa de éclair pulverizada de amêndoa torrada com creme de pralinê", e o pains aux raisins ("parecido com o nosso caracol"), tarte Grand Mére, tarte Amandine. E a Delícia de Lisboa, uma mousse de limão assim baptizada para homenagear a cidade. Prometem-se novidades ao longo da temporada. Como referência: um croissant custa 1,60€ e os bolos variam entre 2,80€ e 4,50€ - os macarons vendem-se a 6,80€ por 100gr. Uma "cascata" de miniaturas de pastelaria e "viennoiseries" (croissants, pães) com 10 unidades fica em 9,50€ tal como uma com 10 unidades variadas de macarons. A acompanhar, chás (uma lista de 16 diferentes) a partir de 3,70€ a 4,80€ (um perfumadíssimo chá verde de Jasmim), além de cafés e leites, sumos naturais e limonadas, vinhos (desde 3,20€ o copo) e champanhes (9€ a flûte)
Na ementa
Por exemplo, a manhã pode começar com um pequeno-almoço Elegance, entre "petites viennoiseries" (2 croissants, 2 pains au chocolat, 1 pain aux raisin, 1 brioche, peito de peru fumado, ovos mexidos, pão de sementes de sésamo, pão de sementes de papoila, espetada de frutas de época, doce, mel e manteiga (fica-lhe tudo por 10,80€ mas há menus desde 6,50€). Já para um almoço, e pelo mesmo preço poderá optar por um menu de salada de topo, o Canibal - com carne laminada, cocktail de verduras, batata, picles, beterraba, azeitonas pretas, vinagrette de mostarda de Dijon - ou o Fermière - com fígados de galinha e moelas cozinhadas em vinagre, cocktail de verduras, cenoura ralada, crôutons, maçã, nozes e fígados; ambos por 10,80€ mas com propostas a partir dos 7,80€. Há ainda pratos de charcutarias ou queijos ou tostas de pão caseiro.
Macarons redondinhos e coloridos, de café, chocolate, baunilha ou framboesa. Éclairs de chocolate, café ou framboesa - e prometidos estão de pistácio ou até violeta. Tartes de chocolate com Ganashe a 75% de cacau, muitas tartes de frutas ou de amêndoa, ou um Brooklyn em camada de três chocolates que é posto em cima de um biscoito caramelizado de avelã. Bavaroises de frutos silvestres e de manga ou tartes de limão-merengue e mil-folhas "verdadeiros" (atenção ao de morango), baba au rum ("briochezinha fininha imprimida de rum com chantili caseiro") e croissants e brioches. Paris Brest, "uma massa de éclair pulverizada de amêndoa torrada com creme de pralinê", e o pains aux raisins ("parecido com o nosso caracol"), tarte Grand Mére, tarte Amandine. E a Delícia de Lisboa, uma mousse de limão assim baptizada para homenagear a cidade. Prometem-se novidades ao longo da temporada. Como referência: um croissant custa 1,60€ e os bolos variam entre 2,80€ e 4,50€ - os macarons vendem-se a 6,80€ por 100gr. Uma "cascata" de miniaturas de pastelaria e "viennoiseries" (croissants, pães) com 10 unidades fica em 9,50€ tal como uma com 10 unidades variadas de macarons. A acompanhar, chás (uma lista de 16 diferentes) a partir de 3,70€ a 4,80€ (um perfumadíssimo chá verde de Jasmim), além de cafés e leites, sumos naturais e limonadas, vinhos (desde 3,20€ o copo) e champanhes (9€ a flûte)
Na ementa
Por exemplo, a manhã pode começar com um pequeno-almoço Elegance, entre "petites viennoiseries" (2 croissants, 2 pains au chocolat, 1 pain aux raisin, 1 brioche, peito de peru fumado, ovos mexidos, pão de sementes de sésamo, pão de sementes de papoila, espetada de frutas de época, doce, mel e manteiga (fica-lhe tudo por 10,80€ mas há menus desde 6,50€). Já para um almoço, e pelo mesmo preço poderá optar por um menu de salada de topo, o Canibal - com carne laminada, cocktail de verduras, batata, picles, beterraba, azeitonas pretas, vinagrette de mostarda de Dijon - ou o Fermière - com fígados de galinha e moelas cozinhadas em vinagre, cocktail de verduras, cenoura ralada, crôutons, maçã, nozes e fígados; ambos por 10,80€ mas com propostas a partir dos 7,80€. Há ainda pratos de charcutarias ou queijos ou tostas de pão caseiro.
By Luís J. Santos
Cantinho do Avillez. Histórias, viagens e a casa da avó
Avillez começa por contar que o espaço é um sonho antigo. "Desde há sete anos, para aí, queria ter um para reunir amigos. Amigos de amigos, com outro registo. Descontraído, mas cuidado." Para isso, criou um restaurante informal, mas atento aos pormenores. Há azulejos Viúva Lamego, louças Costa Nova, Vista Alegre, Vida Portuguesa e Bordalo Pinheiro. A cozinha, afirma, é paralela à simplicidade vs requinte: "É sofisticada, mas simples. Os pratos são tradicionais, aqueles que temos o conforto de saber o que são, mas muito bem feitos e com alguns toques de criatividade e influências de viagens".
O México, foi uma das suas últimas escolhas e aparece no Prego MX LX (do México para Lisboa), servido fatiado, com guacamole, cebola roxa, e outras tantas iguarias sul-americanas. Há ainda o prego à Pequim, inspirado no pato à pequim que comeu num restaurante chinês, mas não na China: "Não é nada específico, mas um aglomerado de viagens, pessoas que me rodeiam, restaurantes e casas onde fui estando." José Avillez deixa claro que foi tudo pensado ao pormenor, e salta de novo para o tema decoração: "É isso. Portuguesa, com influências de viagens, sítios onde estive, peças que gostei, outras trazidas da casa das minhas tias, dos avós. É um conjunto de vivências de várias pessoas, mas focado na minha, no meu crescimento pessoal."
O tradicional português é uma das marcas e estende-se à tal placa onde se lê "Cantinho do Avillez" e que será pendurada lá fora: "Não se refere a um canto, mas ao lugar. É inspirada nas das ruas das zonas históricas e serve para criar esse ambiente do cantinho ser o lugar. O conceito do restaurante é a atenção e o carinho na identidade de cada coisa. Cada objecto conta uma história, assim como cada prato".
Depois da sua surpreendente saída do Tavares, em Janeiro, José Avillez terá agora dois restaurantes a seu cargo. O "Belcanto", mais antigo, vai dar continuidade à alta cozinha que fazia na rua da Misericórdia. O "Cantinho do Avillez", por outro lado, foi pensado para ser mais descomprometido: "Queremos fazer boa cozinha, independentemente de ser tradicional, contemporânea, ou de vanguarda. Há cozinha boa e má e nós marcamo-nos na linha da boa, em vários estilos".
O Chef Avillez afirma que "sentia falta, e saudades, de fazer pratos simples, que trazem memórias" da casa da avó, da tia, da mãe. "É possível tirar tanto prazer no grande bacalhau à Brás, como no Mergulho no Mar [dos pratos mais elaborados que tinha no Tavares]." No "Cantinho do Avillez", o registo é descomplicado e o tacho pode mesmo vir para a mesa. Há almoços, jantares e ceias até às 2h00: "É um registo descontraído, com uma comida de qualidade elevada. Como quando recebemos pessoas em casa. Queremos dar prazer a quem se senta na nossa mesa."
O México, foi uma das suas últimas escolhas e aparece no Prego MX LX (do México para Lisboa), servido fatiado, com guacamole, cebola roxa, e outras tantas iguarias sul-americanas. Há ainda o prego à Pequim, inspirado no pato à pequim que comeu num restaurante chinês, mas não na China: "Não é nada específico, mas um aglomerado de viagens, pessoas que me rodeiam, restaurantes e casas onde fui estando." José Avillez deixa claro que foi tudo pensado ao pormenor, e salta de novo para o tema decoração: "É isso. Portuguesa, com influências de viagens, sítios onde estive, peças que gostei, outras trazidas da casa das minhas tias, dos avós. É um conjunto de vivências de várias pessoas, mas focado na minha, no meu crescimento pessoal."
O tradicional português é uma das marcas e estende-se à tal placa onde se lê "Cantinho do Avillez" e que será pendurada lá fora: "Não se refere a um canto, mas ao lugar. É inspirada nas das ruas das zonas históricas e serve para criar esse ambiente do cantinho ser o lugar. O conceito do restaurante é a atenção e o carinho na identidade de cada coisa. Cada objecto conta uma história, assim como cada prato".
Depois da sua surpreendente saída do Tavares, em Janeiro, José Avillez terá agora dois restaurantes a seu cargo. O "Belcanto", mais antigo, vai dar continuidade à alta cozinha que fazia na rua da Misericórdia. O "Cantinho do Avillez", por outro lado, foi pensado para ser mais descomprometido: "Queremos fazer boa cozinha, independentemente de ser tradicional, contemporânea, ou de vanguarda. Há cozinha boa e má e nós marcamo-nos na linha da boa, em vários estilos".
O Chef Avillez afirma que "sentia falta, e saudades, de fazer pratos simples, que trazem memórias" da casa da avó, da tia, da mãe. "É possível tirar tanto prazer no grande bacalhau à Brás, como no Mergulho no Mar [dos pratos mais elaborados que tinha no Tavares]." No "Cantinho do Avillez", o registo é descomplicado e o tacho pode mesmo vir para a mesa. Há almoços, jantares e ceias até às 2h00: "É um registo descontraído, com uma comida de qualidade elevada. Como quando recebemos pessoas em casa. Queremos dar prazer a quem se senta na nossa mesa."
By Maria Catarina Nunes
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Club Gulae Recomenda | Inspira Santa Marta Hotel
http://www.inspirasantamartahotel.com/PT/Homepage/O-Hotel/Manifesto
Concebido como um “urban retreat” para quem viaja em negócios ou puro lazer, o Inspira Santa Marta Hotel aposta em marcar a diferença, através de um conceito inovador e de uma localização privilegiada, a “um passo” da Avenida da Liberdade.
Concebido como um “urban retreat” para quem viaja em negócios ou puro lazer, o Inspira Santa Marta Hotel aposta em marcar a diferença, através de um conceito inovador e de uma localização privilegiada, a “um passo” da Avenida da Liberdade.
Propomos-lhe uma experiência diferenciadora, num hotel ecologicamente sustentável. Por isso, praticamos uma política de Sustentabilidade, transversal a todo o projecto, que se reflecte em aspectos como a utilização de materiais de baixo impacto ambiental, o uso racional do papel e até ao nível do conceito gastronómico.
O Club Gulae recomenda que inicie a sua visita no The Urban Bar, experimentando o Urban Kiss - cocktail de Espumante, Gin e Flor de Sabugeiro. Para terminar, saboreie o fantástico Bolo ópera com espuma de caramelo, gelado de natas e nougatine na Open - Brasserie Mediterrânica.
Inspira Santa Marta Hotel
R. de Santa Marta n. 48
1150-297 Lisboa
tel.: [+351] 210440900
e-mail: geral.ismh@inspirahotels.com
R. de Santa Marta n. 48
1150-297 Lisboa
tel.: [+351] 210440900
e-mail: geral.ismh@inspirahotels.com
domingo, 4 de setembro de 2011
5º Jantar Gastronómico | 20 Agosto 2011 | Tema: Cocktails & Mistery Bags | Menu
Menu
Cocktails & Amuse Bouche
Long Island Iced Tea
Bolinhos de Caranguejo
Bulldog & Fever Tree Tonic
Crocantes
Mini-Cornetos de Fígado de Pato
*
Mistery Bags
Salmão – Ananás – Endívia
Ceviche de Salmão e Ananás em barquinho de Endívia
Salmão fumado em barquinho de Endívia e Maionese de Ananás
Lombo Porco Preto – Pistáchios – Pepino
Trouxinhas de Porco Preto com pesto de Pistáchios e Pepino amanteigado
Fruta Época – Claras – Manjericão
Bolo de Chocolate e Manjericão com molho de Framboesas
*
Bebidas
Sangria de Espumante
*
Cafés
*
Digestivos
4º Jantar Gastronómico | 25 de Junho 2011 | Tema: Lisboa | Receitas
Caldo Verde & Crocante de Linguiça
*
Ingredientes:
200 gr. de couve-galega cortada tipo caldo verde
óleo para fritar q.b.
sal q.b.
300 gr. de batatas
1 cebola
3 dentes de alho
1dl água
1 caldo de galinha
4 colheres de sopa de manteiga sem sal
100 ml de azeite
1 linguiça
Preparação:
Aquecer o óleo numa fritadeira a 140ºC. Fritar uma mão cheia de couve de cada vez durante 1 minuto até ficar estaladiça. Retirar e secar em papel absorvente. Polvilhar com sal.
Alourar a cebola e os alhos na manteiga e juntar a batata. Juntar água com o caldo de galinha e ferver até a batata estar tenra. Passar com a varinha mágica até obter um creme homogéneo.
Colocar a linguiça cortada em fatias finas no forno a 180ºC até ficar bem assada e crocante. Enquanto a linguiça estiver no forno a assar vai-se retirando e guardando a gordura. Quando as fatias de linguiça começarem a secar, retira-se para um papel absorvente para arrefecer. Juntar um pouco de azeite à gordura da linguiça.
Montagem:
Servir 1 concha de sopa, um ninho de couve frita, algumas rodelas de linguiça e o seu óleo.
Feveras no Pão & Mostardas
*
Ingredientes:
Bifanas q.b.
Alho q.b.
1 copo de vinho branco
Sal e louro q.b.
Pão Bijou
Óleo q.b.
Manteiga q.b.
Misto de mostardas
Picante
Preparação:
Marinar as bifanas no vinho branco, sal, alho e louro.
Derretar a manteiga no óleo e fritar as fêveras.
Montagem:
Servir em pão bijou e acompanhar com um misto de mostardas e picante.
Arroz Doce de Cesto em Sopa de Morangos & Canela
*
Ingredientes:
100 gr. arroz carolino
¼ l água
Pitada de sal
1L de leite gordo
5 gemas
1 vagem de baunilha
250 gr. de morangos maduros
1 cálice vinho porto
1 colher sopa açúcar
1 ramo de hortelã
100 gr. açúcar
100 gr. água
2 paus canela
5 claras
Preparação:
Cozer o arroz com a água e pitada de sal até o líquido evaporar. Em seguida, junta-se o leite e deixa-se cozer até o arroz começar a amolecer. Retira-se do lume e incorporam-se as gemas batidas previamente com o açúcar e as sementes de baunilha. Leva-se novamente ao fogo mexendo sempre até engrossar um pouco (uns 5min.). Retirar do lume e colocar numa taça a arrefecer.
Entretanto arranjam-se os morangos. Leva-se ao lume o vinho do porto e o açúcar até ferver e o açúcar dissolver. Nessa altura, juntam-se os morangos e a hortelã até levantar fervura novamente. Retira-se do lume e passa-se tudo até ficar uma sopa. Servir fria.
Montagem:
Num prato fundo forrar o fundo com a sopa de morangos. Colocar uma colher de arroz-doce ao centro e polvilhar com canela.
Nota: Reservam-se os direitos de autor originais das receitas apresentadas neste post. O Club Gulae recorre a diversos sites e livros gastronómicos e adapta as receitas à sua inspiração, não tendo o objectivo de assumi-las como suas.
3º Jantar Gastronómico | 21 Maio 2011 | Tema: Россия | Receitas
Salada Russa
*
Ingredientes:
500g de batata cortada em cubos
300g de cenoura cortada em cubos
200g de ervilhas
3 ovos
Maionese q.b.
Sal q.b.
Preparação:
Numa panela com água a ferver, tempere com sal e coloque as cenouras, deixe ferver. Numa outra panela, coloque os ovos a cozer durante 10 minutos. Numa outra panela com água a ferver, tempere com sal e coloque as ervilhas, deixe cozer durante 10 minutos. Quando a cenoura estiver cozida, junte as batatas e deixe cozer durante 10 minutos. Depois de tudo cozido, escorra os legumes e deixe arrefecer.
Quando estiver tudo frio, misture tudo numa taça, junte a maionese e 2 ovos cortados em pedaços e envolva tudo bem. Decore com o ultimo ovo cortado em quartos e leve ao frio até à hora de servir.
Quando estiver tudo frio, misture tudo numa taça, junte a maionese e 2 ovos cortados em pedaços e envolva tudo bem. Decore com o ultimo ovo cortado em quartos e leve ao frio até à hora de servir.
Gutap
*
Ingredientes:
Recheio
3 gr. de endro fresco picado fino
3 gr. salsa fresca picada fina
1 alho picado
9 chalotas picadas finas
8 gr. manteiga sem sal
Sal e pimenta q.b.
Massa Folhada
Óleo
Molho
1 colher de sopa de vinagre de cidra
1/2 pacote de natas
1 colher de sobremesa de manteiga sem sal
1/2 colher de sopa de farinha
1 cebola finamente picada
Sal e Pimenta q.b.
Sumo de 1 limão
Preparação:
Recheio
Misture a manteiga, sal, pimenta, cebola, alho, salsa e o endro. Reserve no frio.
Estique a folha de massa folhada e corte em quadrados. Coloque uma colher de chá da mistura no centro de cada quadrado. Fechar e apertar firmemente os cantos, fechando o recheio no centro da massa.
Aquecer o óleo e fritar a massa cerca de 4 minutos. Retire do óleo e escorra. Sirva quente.
Molho
Derreta a manteiga e adicione o sal, pimenta e vinagre. Cozinhe durante 4 minutos e em seguida acrescente a farinha, a cebola e as natas. Mexa até engrossar e retire do lume. Por fim, adicione o sumo de limão e sirva com o folhado.
Blinis Davidoff
*
Ingredientes:
300 gr. de farinha de trigo
20 gr. de fermento de padeiro
1 colher de sopa de açúcar
3 dl de leite
3 ovos
20 gr. de fermento de padeiro
1 colher de sopa de açúcar
3 dl de leite
3 ovos
sal q.b
óleo q.b
Caviar q.b.
Natas azedas q.b.
óleo q.b
Caviar q.b.
Natas azedas q.b.
Lima q.b.
Preparação:
Preparação:
Peneire a farinha para uma taça e abra uma cavidade no meio. Esfarele com os dedos o fermento de padeiro para essa cavidade. Aqueça o leite no microondas na potência máxima durante cerca de 45 segundos. Junte 2 a 3 colheres de sopa do leite aquecido ao fermento, mexa até estar em pasta e polvilhe com o açúcar. Tape a tigela com um pano e deixe repousar cerca de 10 minutos. Parta os ovos para outra tigela, tempere-os com uma pitada de sal e bata-os ligeiramente com uma vara de arames. Junte o leite amornado aos ovos mexendo sempre. Adicione a mistura de ovos e leite à farinha, mexendo com a vara de arames até obter uma massa lisa. Cubra a tigela com um pano e deixe repousar durante cerca de 2 horas. Leve ao lume uma frigideira antiaderente e quando estiver bem quente junte-lhe 1 a 2 colheres de sopa de óleo. Deite a massa na frigideira em colheradas e espalhe a massa com as costas da colher de modo a obter pequenas panquecas com cerca de 6 cm de diâmetro. Deixe cozinhar de ambos os lados até a massa estar dourada, voltando os blinis com a ajuda de uma espátula. Mantenha os blinis quentes até acabar as operações.
Montagem:
Sirva com caviar e acompanhe com natas batidas com lima e ovo cozido picado.
Sirva com caviar e acompanhe com natas batidas com lima e ovo cozido picado.
Shot de Borscht & Tartare Zabuski
*
Shot de Borscht
Ingredientes:
Ingredientes:
4 beterrabas
0,5 l de caldo de vegetais (ou 2 cubos)
Sumo de ½ limão
1 iogurte natural
Sal e Pimenta q.b.
Preparação:
Lavar bem as beterrabas, embrulhá-las em papel prata e levar ao forno a 180ºC durante 30 minutos. Retirar do forno, retirar o papel e deixar arrefecer. Quando estiverem frias, descascá-las e colocar o puré na misturadora juntamente com os outros ingredientes. Acertar os temperos.
Tartare Zabouski
Ingredientes:
2 arenques
2 ½ limões
2 colheres de sopa de natas
Endro q.b.
4 Pickles pepino
2,5 gr.fatias finas de enguia fumada
2,5 gr. de ovas de salmão
Fatias finas de pão de centeio
Manteiga q.b.
Preparação:
Cortar os arenques em filetes, marinar no sumo de um limão e picar a mistura com as fatias de enguia fumada. Misturar o sumo de ½ limão com as natas e juntar à mistura anterior. Por fim, adicione o endro e reserve a mistura no frigorífico.
Montagem:
Torre as fatias de pão de centeio e deixe arrefecer. Barre as tostas com um pouco de manteiga, colocando de seguida a pasta de arenque e as ovas de salmão. Deverá ser acompanhado com fatias finas de pickle de pepino.
Golubtsi
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Ingredientes:
100 gr. de carne de vaca picada
100 gr. de carne de porco picada
Sal e pimenta preta em grão
½ couve lombarda
2 cenouras grandes
2 cebolas grandes
100 gr. de arroz
Natas batidas q.b.
Caril em pó q.b.
Azeite q.b.
Vinagre q.b.
Preparação:
Raspar as cenouras e descascar as cebolas. Picar amiudadamente. Refogar a cenoura com uma das cebolas e metade da outra em azeite. Refogar, à parte, a outra meia cebola, também em azeite, e juntar as carnes picadas. Deixar dourar. Escaldar a lombarda, separar em folhas e deixar arrefecer. Cozer o arroz em bastante água, temperada com sal. Depois de cozido, passar por água fria e escorrer muito bem. Juntar ao refogado das carnes e temperar com sal, pimenta e caril.
Montagem:
Separar o picado em 8 porções e embrulhar cada uma delas em folhas de lombarda. Cada pessoa come aproximadamente dois destes rolos. Distribuir os rolos por pratos e cobrir com o refogado da cebola com a cenoura. Colocar sobre estes uma colherada de natas batidas, cortadas por um pouco de vinagre.
Buglama
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Ingredientes:
1 kg. cordeiro
50 gr. gordura de cordeiro
400 gr. de cebola
1 caldo de carne
1 dente de alho
15 gr. pimenta Caiena
3 gr. de cada especiaria (estragão, açafrão, hortelã, endro, gengibre e pimenta
Sal q.b.
Preparação:
Corte o cordeiro em fatias de 30 gr. e leve à frigideira com a gordura durante 15 minutos. Adicione a cebola picada. Quando o cordeiro estiver cozinhado junte a mistura de caldo de carne e especiarias.
Folhadinho de Maça com Compota
*
Ingredientes:
3 colheres de sobremesa de açúcar de pasteleiro
8 colheres de chá de compota de damasco
1 colher de chá de canela
400 gr. de massa folhada
8 maçãs
1 ovo
Preparação:
Pré-aquecer o forno. Descascar as maçãs e retirar o centro pelo lado do pé. Fazer uma mistura da compota com o açúcar e a canela e rechear o centro de cada maçã com 2 colheres de chá desta mistura. Estender a massa folhada de forma a ficar com 2 a 3 milímetros de espessura. Cortar em quadrados, do tamanho adequado para as maçãs, e embrulhar na massa. Colocar as maçãs embrulhadas num tabuleiro untado com margarina, borrifar com água, pincelar com ovo batido e levar ao forno a cozinhar até ficarem douradas. Antes de servir polvilhar com o açúcar em pó.
Nota: Reservam-se os direitos de autor originais das receitas apresentadas neste post. O Club Gulae recorre a diversos sites e livros gastronómicos e adapta as receitas à sua inspiração, não tendo o objectivo de assumi-las como suas.
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